Renata Schuster Poli

Segundo informações da justiça eleitoral, o custo para a realização das eleições deste ano será de aproximadamente R$ 647 milhões, em tempos de tanta tecnologia, a utilização de apps e programas que funcionam de forma virtual, poderiam ser reduzido de forma substancial, lembrando que o Brasil e o mundo está em plena pandemia.

Os recursos destinado foram para garantir o transporte e a preparação das urnas, a alimentação dos mesários, o apoio técnico-administrativo e o auxílio das Forças Armadas, entre outros. No valor acima citado não consta os recursos que os candidatos recebem do fundo partidário, pessoas físicas e empresas.

Por se tratar de um país continental, a organização das eleições no Brasil requer uma logística complexa. E, para garantir que todos os eleitores possam participar desse processo, a Justiça Eleitoral precisa de recursos milionários para enfrentar e superar grandes desafios. Afinal, são mais de 147 milhões de eleitores, cerca de 550 mil candidatos e aproximadamente dois milhões de mesários distribuídos por milhares de seções instaladas em 5.568 municípios.

O que é mais intrigante que com a chegada das eleições foi esquecido o “fica em casa”, o risco de aglomerações principalmente nas grandes cidades, as leis, decretos para que seja mantido o distanciamento mínimo dentre outras regras impostas pelos governos estaduais e municipais.

Em varias cidades os hospitais de campanhas, UTIs e equipamentos comprados para um possível surto de coronavírus, também já foram colocados em segundo plano e tudo se normalizou em poucos dias.

Interessante como a conveniência faz com que problemas graves se tornem insignificantes diante das ótica daqueles que estão mais preocupados com a cadeira que pretendem ocupar do que propriamente com seus eleitores, em todo país estão sendo feitas carreatas, reuniões sendo algumas com grande quantidade de pessoas, sem que haja os itens básicos de proteção como álcool gel, água, sabão colocando em risco aqueles que estão dispostos a escutar as propostas de seus futuros representantes.

Então que neste ano o eleitor use de forma racional sua principal arma e vote em políticos, dispostos a mudar a atual realidade deste povo sofrido e abandonado.