Os acusados foram alvos da quinta fase da operação Fraus, coordenada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que apura o envolvimento de empresários em crimes de receptação, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e estelionato

A operação, coordenada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), resultou no cumprimento de cinco mandado de busca e apreensão e na prisão de três pessoas. Segundo o delegado-chefe da 16ª DP, Diogo Cavalcante, o foco desta fase foi deter os integrantes do grupo criminoso para a colheita de mais provas, bem como assegurar o ressarcimento das vítimas.

Entre as pessoas presas temporariamente, estão o proprietário de um supermercado que comprava produtos oriundos de crime e financiava o grupo; uma mulher, que tinha a função de auxiliar nos crimes de estelionato; e uma funcionária do estabelecimento, responsável por certificação digital. “Outros dois homens que praticavam estelionato não foram localizados e terão as prisões preventivas requeridas. Bloqueamos mais de R$ 800 mil das contas dos investigados e das respectivas empresas utilizadas para os delitos”, detalhou o delegado.

Fases


A operação Fraus começou em 27 de julho e resultou na prisão de um homem de 27 anos, acusado de estelionato. De acordo com a apuração policial, o acusado ocultava, em um galpão, diversas mercadorias compradas e não quitadas. Os produtos eram revendidos para mercados da região norte do DF com preço reduzido. Essa foi a primeira fase da operação Fraus.

Estima-se que o valor das mercadorias ilegais chegue a R$ 500 mil, segundo relataram as vítimas. No galpão, policiais encontraram vários pacotes de fécula de mandioca e polvilho doce. Agentes prenderam o suspeito em flagrante pelo crime de receptação, e a mercadoria apreendida foi restituída às vítimas de estelionato.

Na segunda fase da operação, um dono de uma rede de supermercados de Planaltina foi preso por receptar diversos produtos de um milionário golpe de estelionato. Policiais civis e auditores fiscais da Secretaria de Fazenda do DF fiscalizaram três supermercados que pertenciam ao suspeito. Foram apreendidos cerca de R$ 20 mil em mercadoria roubada. Também foram aplicadas autuações administrativas fiscais.

Em 3 de setembro, os investigadores cumpriram um mandado de prisão temporária contra um sócio administrador de um supermercado. Segundo as investigações, o homem comprava mercadorias de origem criminosa para revender nos estabelecimentos. A casa dele foi objeto de mandado de busca e apreensão e um caminhão, avaliado em cerca de R$ 300 mil, foi apreendido. O veículo era de uma das empresas do rapaz.

Fonte: Correio Braziliense