Fonte: “Revista Sociedade Militar”

O armamento dos navios de escolta (fragatas e corvetas) da MB, enunciado em segmento, não é o mesmo, de forma padronizada, deixando a desejar no primordial para efeito de dissuasão extrarregional, posto que não dispõe de vetores de cruzeiro de mesmo alcance das forças navais das grandes potências militares capazes de nos ameaçar em confronto.

ARMAMENTO1- Fragata  Defensora2- FragataConstituição3- Fragata    Liberal4- FragataIndependência5- Fragata  União6- Fragata Greenhalgh 7- Fragata Rademaker 8- Corveta Jaceguai 9- Corveta Júlio de Noronha 10- Corveta   Barroso 
Reparo SingeloCanhão VICKERSMK8 4.5 POL55CAL11.4 mmUMDOISUMUMUMX XUMUMUM 
Reparo SingeloCanhão BOFORS 40 mm/70 Mk3DOISDOISDOISDOISDOIS  X        DOIS DOISDOISUM 
Lançadores de mísseis SUPSUP EXOCET(1), (2) e (3)DOISMM-40 QUATROMM.38DOIS REPAROSDUPLOSMM40.BLOKXMM40.BLOK Não especificaquantidadeQUATROMM.38MM-40Não especificaquantidadeQUATROMM.40QUATROMM.40X
Míssil antInavioMANSUPXXXNão especificaquantidadeXXXXXNão especificaquantidade
Lançador óctuplo de mísseis superfície-arASPIDEUMXXXXXXXXX
Morteiro duplo dos foguetesSR-375 BOROC de 375mmUMUMXUMXXXXXX
Sistema de Lançamento de Despistadoresde Mísseis SLQ3UMXXXXXXXXX
Lançadorestriplos STWSMk1de torpedosA/S de 324mmDOISDOISXDOISXDOISDOISMK-2DOISDOISX
Lançadores triplos de mísseis antiaéreos de defesa de ponto SEA CATDOISDOISXDOISXXXXXX
Lançadores de foguetes SCHERMULLYXDOISXDOISXXXXXX
Lançadores de foguetes iluminativos ROCKET FLAREXDOISXDOISXXXXXX
Lançadorde mísseisantisubmarinos IKARAXXXUMXXXXXX
Sistema de lançamento ALBATROS para mísseis ALENIA-Marconi Aspide-2000XXXXUMXXXXX
Lançadores para torpedos MK-46.XXXXNão especificaquantidadeXXXXX
Lançadores sêxtuplos de mísseis A AÉ de defesa de ponto Sea Wolf GWS25XXXXXDOISXXXX
Metralhadoras BMARC OERLIKON GAM BO1 de 20 mm em dois reparos singelosXXXXXDUASXXXX
Lançadores triplos de TorpedosXXXXXXDOISXXX
Tubo lança torpedos de dois torpedosMk-46 cada umXXXXXXDOISXXX
Lançadores de 6 misseis A AéSEA WOLFcada umXXXXXXDOISXXX
Lançadores de míssil antinavioMBDA EXOCETXXXXXXQUATROMM-38XXX
MTR BMARC-OERLIKON GAM BO1 de 20 mm em dois reparos singelos;XXXXXXDUASXXX
MTR Browning 0.50 pol./12.7 mm em dois reparos singelosXXXXXXDUASXXX
Sistema de lançamento MM-40L para 4 x EXOCET MM-40 Block II ou MM-40 BLOK IIIXXXXXXXXXUM

Observações:

(1) O MM-40: (lançado da superfície) BLOCK I/II ALCANCE 70 KM/BLOK 1 difere do MM-39 pelas asas dobráveis, as aletas e asas dobráveis permitem o uso de um container menor de fibra de vidro, pesando 1.150kg carregado, podendo dobrar o número de mísseis disponíveis. Dois MM-40 ocupam o mesmo espaço de um único MM-38.

(2) O MM-40 BLOCK 2 entrou em serviço em 1992. A versão original é chamada BLOCK 1; a versão seguinte é a BLOCK 2, apresentada em 1991 com menor RCS com o uso de material RAM nas asas e um radome modificado. Recebeu novo INS com giroscópio laser e mantém o mesmo computador digital do BLOCK 1; o MM40 BLOCK 2 tem guiamento digital e por GPS.

(3) As modificações no EXOCET BLOCK III consistem principalmente na substituição do combustível sólido por turbo jato, e a integração de aviônica no estado-da-arte, incluindo um receptor GPS. Estas modificações duplicam o alcance do míssil (agora será em torno de 180 km, mas, porém, contudo, todavia, entretanto ainda menor do que o AVIBRÁS Mata mosquitos-300km) e permitem-lhe atacar alvos também em terra, usando coordenadas geográficas, mas só terão lugar após a conclusão do Projeto Tamandaré. É bom que se indague, por um acaso, as quatro fragatas deste projeto não serão armadas com mísseis de cruzeiro que permitam bater navios congêneres dos todo poderosos, mais do que prováveis oponentes, estes que disparam vetores de distâncias superiores a mais de 1000 km? Sim porque não se vai ganhar uma guerra apenas com capacidade de atendimento a compromissos internacionais ou de busca e salvamento. A grande realidade é que, sem objetividade, com base em raciocínio lógico, vai-se continuar “navegando na maionese” e, o que é pior, sem condição de se cumprir a nobre missão de defesa da Pátria. Para que se tenha uma ideia, a Marinha Francesa conta com: “5” fragatas de uso geral, “6” fragatas de vigilância, “8” destróieres antissubmarino, “2” destróieres ar/defesa e “2” destróieres de defesa aérea.

   Resumindo, o fator de desequilíbrio é que os “escoltas” franceses, além de mais numerosos (23 belonaves), lançam mísseis acima dos 300 km (maior alcance permitido ao País pelo famigerado MCTR), sem limite de carga. Já os nossos, atualmente, estão dotados tão somente com mísseis antinavio que atingem até 70 km, incapacitados de confrontar os tentáculos tiranicamente superiores dos mais do que prováveis oponentes, sendo necessário armá-los (todos os dez) com vetores de cruzeiro, no mínimo com 1500/2500 km de alcance, também sem limite de carga, na medida em que a distância entre a Ponta Seixas/PB e o continente africano medeia os 2.850 km. Não jogar com esses dados, não há como desdizer, será navegar para não voltar.

   Concluindo, não há como desdizer, com nossas belonaves já estando mar adentro, se lograriam as condições de bater até bem mais distante e dissuadir uma armada de “grandes bucaneiros navais” que se aventurasse agressiva na rota do Atlântico Sul. Aproveito a oportunidade para solicitar aos “irmãos em armas” da MB que atualizem, se for o caso, os dados do quadro exposto. A “luta” não vai cessar, enquanto não for dada a devida/merecida importância, pelo alto comando naval, em fazer de nossa Marinha uma força armada apta a se impor às esquadras alienígenas, capazes de nos sobrepujarem “nos mares verdes do Brasil”. Marinha sempre! Brasil acima de tudo!Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

Fonte da ilustração
global defense .corp

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