Com amor,
Claudio Oliveira.

Hoje peço perdão e saio de fininho,
Simplesmente assim, calado e sozinho,
Em plena madrugada, no frio,
Desabafando com meu vazio,
Lágrimas que parecem um rio,
Calafrios,
Arrepios,
Um piscar de olhos, em um breve pensamento, a vida por um fio…
Esperança respirando por aparelhos,
Reflexo sem brilho no espelho,
Loucura, devaneios…
Sonhos em plena UTI,
Por vezes me pergunto, o que é que eu estou mesmo fazendo aqui,
Será que é tão necessário existir?
Sigo na madrugada, por aí…
Aprisionado,
Em meu cárcere privado,
Bicho acoado,
Cristal quebrado,
Cacos e mais cacos, de um coração despedaçado;
Em meu jardim de rosas secas, um triste tapete de pétalas ao chão,
Homem de gelo, frio, sem nenhuma emoção,
Marcha fúnebre como refrão,
Meu milagre se foi, como areia do deserto, escorrendo por entre minhas mãos…
Pó e poeira,
Já não tenho mais uma vida inteira,
Existência breve, nuvem passageira,
Não queria terminar assim, dessa maneira…

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