Com amor,
Claudio Oliveira.

Hoje deu vontade de chorar,
Meio assim, sei lá…
Nem parei para pensar,
Estava ali sozinho, sem ninguém para abraçar,
O vazio no peito voltou a incomodar,
Sentimento difícil de explicar,
Olhos molhados, pensamentos longe, soltos pelo ar,
Instantes, momentos e lágrimas, que o tempo não foi capaz de apagar;
Impossível disfarçar;
Monólogo triste, sem graça,
Esmolando algum carinho, no meio da praça,
Esperança disfarçada de desgraça,
De caçador, hoje sou a caça,
Muitas lamúrias, injúrias, em cima dessa velha carcaça;
Desanimado, fraco e meio sem força,
Réu confesso, condenado à forca,
Minuto de silêncio, voz rouca,
Vida bandida, gaiola das loucas;
Em pleno calor, um suor frio,
Calafrio,
Um enorme vazio,
Vivendo por um fio,
De filho pródigo, hoje, apenas um estranho no ninho;
Nó na garganta, preso em meu calabouço de emoções,
Problemas sem soluções,
Rostos sem corações,
Sorrisos sem expressões;
Sei lá, queria apenas um colo, queria desabafar,
Sem ninguém para me condenar,
Apontar de dedos ou me julgar,
Próximo ao precipício, preciso reunir forças para não me jogar…
Hoje foi forte, doeu, deu vontade de chorar.