https://picasion.com/

Juliana Duarte Anastácio sofreu ferimentos nas pernas, virilha, genitália, nádegas e parte da barriga

Uma bebê de 6 meses sofreu queimaduras graves nas pernas e na barriga enquanto estava internada no Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, em Niterói-RJ. Os profissionais da unidade alegaram que os ferimentos surgiram durante o banho e que a água estava morna. No entanto, investigadores da Polícia Civil concluíram que a enfermeira responsável pelo banho da criança deixou a água chegar a 50º C.

A pequena Juliana Duarte Anastácio sofreu ferimentos nas pernas, virilha, genitália, nádegas e parte da barriga. A enfermeira que teria dado banho na criança foi ouvida pela polícia nessa quinta-feira (20). O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou que a água foi a causadora dos ferimentos.

Na terça-feira (18), a mãe, Luara dos Santos, teria ido em casa, para tomar banho e trocar de roupa. Quando retornou, Luara se deparou com a filha toda enfaixada e perguntou o que havia acontecido. Em resposta, os médicos afirmaram que a criança “tinha se queimado durante um banho.”

De acordo com a família da bebê, os funcionários afirmaram que a água estava morna, mas a criança começou a apresentar bolhas na pele, assim que foi colocada na bacia. Os profissionais alegaram que retiraram a menina da água rapidamente e um cirurgião médico foi chamado para avaliar os ferimentos.

A bebê sofre de meningite e microcefalia. Devido a isso, a menina é internada frequentemente.

O advogado de Luara explica que a menina estava internada em decorrência de uma pneumonia. A criança chegou a sofrer episódios de convulsão no tempo em que estava internada na unidade hospitalar. Na segunda-feira (17), a bebê recebeu alta médica, mas continuou na unidade por insistência da mãe, que estava preocupada com o estado de saúde da filha. Juliana segue sedada e tem quadro de saúde estável.

Por meio de uma nota divulgada pelo Portal Extra, o hospital alegou que lamenta o ocorrido.

“A direção já identificou os profissionais que atenderam a criança e está ouvindo todos os envolvidos no caso no âmbito da sindicância. Também está sendo realizado um levantamento técnico e análise dos insumos e equipamentos utilizados no tratamento da paciente a fim de descobrir as causas do fato”, relata o texto.

O caso foi registrado como lesão corporal grave, mas também pode ser enquadrado como condescendência criminosa e prevacaricação.

Com informações: Jornal de Brasília