Com amor,
Claudio Oliveira
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Meia idade, quarenta e cinco, acho que do primeiro tempo,
Já tô que não me aguento,
Vivi com pouco, com muito, já pedi até aumento,
Implorei por um colo e dei meu acalento,
Vivi uma eternidade em um sopro de momento,
Sorri por fora, sofrendo por dentro,
Comi do melhor e do nojento,
Dormi em cama de luxo e ao relento,
Brinquei de pipa, ioiô, soprei catavento,
Desfrutei dias de sol e dias cinzentos,
Por vezes desolado, hoje cem por cento,
Conheci meu lado humilde e meio marrento,
Mergulhei de cabeça e fiquei isento,
Por vezes, seco e frio, em outras, puro sentimento,
Convivi com a paz, desmascarei da vida seu lado mais violento,
Cicatrizes que que não interrompem um sangrament,Convivi com um interminável isolamento,
Liberdade ceifada, aprisionamento,
Brisa, vendaval e vento,
Quem sabe o perdão, chegue sem ressentimento,
Entre poucas e boas, que venha o segundo tempo!!!

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