Claudio Oliveira.
Com amor,

No velório das pétalas, sobraram cinzas de flores,
Desamores,
Lágrimas travestidas de dores,
Rancores,
Restos de espíritos, consolados por almas, consumidas por suas dores;
Jardim Preto e branco, pranto e lamento,
Esnobe, sem nenhum sentimento,
Não restaram sonhos, nem por fora, muito menos por dentro,
A última esperança se foi com o vento,
Pecados sem arrependimentos;
Esmolando paz e luz, momentos passageiros,
Colhendo desesperos,
Sobressaltos, sofrimento, pesadelos,
Minuto de silêncio, apelo…
Anjo sem asas,
Suicídio em plena madrugada,
Criança abandonada,
Nó na garganta, vozes amordaçadas;
Oração em vão,
Solidão,
Precipício,
Passos sem chão;
Brinde com taças vazias,
Lua sem estrelas, nenhuma companhia…
Coração que bate, assim… apenas por bater,
Chama que insiste em não acender,
Dos males queria apenas ser,
Um bem querer,
Apesar de tanto crer,
Quero existir, preciso pulsar, necessito viver!!!