Polícia encontrou objetos infantis, como balanços, uma gangorra e balões, próximos a diversos itens de sadomasoquismo, como roupas íntimas, algemas e fantasias na casa do suspeito

De acordo com as investigação da polícia, um homem, de 73 anos, mantinha um estúdio para produzir pornografia infantil em casa. O alemão Klaus Berno Fischer prometia presentes para as vítimas, como roupas, brinquedos e dinheiro. Uma mulher teria ajudado o suspeito a aliciar as crianças, mas ainda não foi identificada. Ele foi preso nessa quinta-feira (13).

As autoridades foram até a casa de Fischer, em Santíssimo-RJ, onde encontraram objetos infantis, como balanços, uma gangorra e balões, próximos a diversos itens de sadomasoquismo, como roupas íntimas, algemas e fantasias. Além disso, a residência também tem três quartos adaptados para as filmagens. Ao perceber que a casa estava sendo revistada, o homem fugiu para um sítio em Seropédica, na Baixada Fluminense, onde foi preso posteriormente. A polícia desconfia que uma das vítimas tenha alertado Fischer sobre a operação.

A polícia afirma que o suspeito teria caído ao tentar fugir dos agentes, o que causou ferimentos no rosto do homem. Ele foi preso na noite desta quinta-feira (13) por policiais da 35ª DP. A prisão foi efetivada após a a denúncia de duas mães de vítimas. As mulheres afirmaram que suas filhas teriam sido abusadas sexualmente pelo suspeito. A vítima mais nova tem apenas 5 anos. Testemunhas alegam que Fischer gravava as atividades de violência sexual para vender pela internet. Os investigadores encontraram 30 mil arquivos criptografados com filmagens de pornografia infantil na casa do suspeito.

De acordo com a polícia, o material ilícito era vendido para pessoas na Alemanha. Fischer afirmava para as vítimas que ninguém as reconheceria, já que as filmagens seriam mandadas para fora do Brasil.

O alemão está no Brasil desde a década de de 1980 e é natural de Berlim. Ele é proprietário de uma agência de turismo. Os investigadores tentam descobrir se a empresa era utilizada para promover turismo sexual de crianças e adolescentes. Com o auxílio da Polícia Federal, as autoridades tentam identificar outros envolvidos no crime.