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O deputado Fábio Felix (PSOL) denunciou, na sessão da Câmara Legislativa desta quarta-feira (5), realizada por videoconferência, a atuação de grupo autointitulado “Patrulha da Paz” que, utilizando-se de uniformes semelhantes aos das forças de segurança, além de veículos contendo sinalizadores semelhantes às luzes das viaturas policiais, tem abordado pessoas em situação de extrema vulnerabilidade nas áreas públicas do DF.

“Conforme as informações que recebemos, trata-se de um grupo religioso. E, embora possa haver uma intenção positiva, as abordagens são questionáveis do ponto de vista técnico”, afirmou o parlamentar, que tem formação em serviço social. “Eles se utilizam de símbolos policiais, simulando a participação de agentes do Estado na ação, que visa ao encaminhamento a comunidades terapêuticas, mas ninguém pode usurpar a função pública”, observou. Felix contou ainda que encaminhou as informações às autoridades competentes.

Já o deputado Chico Vigilante (PT) denunciou que a empresa Sanoli, que há mais de 40 anos presta serviço ao Hospital de Base, fornecendo refeições, tem atrasado o pagamento do salário e do auxílio alimentação dos funcionários que prestam serviço na unidade de saúde. “Hoje, os terceirizados resolveram cruzar os braços em protesto contra a situação”, relatou o parlamentar. Segundo Vigilante, além dos atrasos, a empresa paga aos trabalhadores valores inferiores comparados aos salários, por exemplo, dos prestadores de serviço de limpeza. Para o distrital, a solução “é acabar o atual contrato e chamar outra empresa”.

Hospital da Criança

O deputado Agaciel Maia (PL) cobrou do Governo do Distrito Federal a liberação de recursos da ordem de R$ 1 milhão que o distrital destinou, por meio de emenda parlamentar, ao Hospital da Criança. “Tenho um compromisso com aquela instituição desde a época de sua concepção, por isso, dentro da parcela a que tenho direito, encaminhei a emenda. Agora, só resta o GDF fazer chegar os recursos à instituição”, apelou.

Zona Verde

Por sua vez, a deputada Arlete Sampaio (PT) considerou “inadmissível” que a proposta do governo para a criação de estacionamento rotativo na área central de Brasília – Zona Verde – defina que a empresa vencedora terá de devolver somente 30% do arrecadado, enquanto vigorar o contrato de 30 anos. “Algumas coisas são inaceitáveis. Pretende-se fazer uma grande licitação da qual poucas empresas estarão aptas a participar”, avaliou. A distrital disse ser admissível a cobrança pelo estacionamento na região, “mas não dessa maneira”. Para ela, a proposta é inaceitável: “Devemos aproveitar o momento para debater com seriedade a questão da mobilidade urbana que queremos para o Distrito Federal”, ponderou.

Marco Túilo Alencar
Foto: Reprodução/TV Web CLDF
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa