A outra naja foi encontrada em 2017, em uma subestação de esgoto em Balneário Camboriú (SC), e apresenta as mesmas características da que picou jovem no DF

Darcianne Diogo

Um teste de DNA pode revelar se a naja kaouthia que picou Pedro Henrique Krambeck Lehmukl, de 22 anos, é irmã de uma outra naja encontrada em 2017, em uma subestação de esgoto, em Balneário Camboriú (SC). A cobra está em um museu do Instituto Butantan e apresenta as mesmas características da serpente capturada no Distrito Federal.


A naja de Camboriú foi encontrada por servidores de uma subestação de esgoto que faziam a manutenção do local. A serpente é originária da Ásia e uma das mais perigosas do mundo. No Brasil, o único soro antiofídico que havia precisou ser encaminhado ao Hospital Maria Auxiliadora, no Gama, onde Pedro Henrique estava internado após ser picado pelo réptil, que ele criava ilegalmente em casa.
A bióloga do Zoo Balneário, Márcia Achutti, que analisou a naja à época, chegou a avaliar a possibilidade da cobra permanecer em algum zoológico da região. “O envio ao Butantan foi o mais correto, pois não há mais soro no Brasil”, disse. 

Em entrevista aos jornais da região, especialistas afirmaram que seria provável que a naja teria sido solta por algum colecionador e acreditaram na possibilidade da serpente ter entrado no Brasil por meio do tráfico, uma vez que a espécie é exótica. Contudo, nada ficou esclarecido

Mesmas características

O resgatista de fauna silvestre e CEO do Núcleo Serra Grande, de Minas Gerais, Gabriel Nogueira, analisou a imagem das duas najas. Segundo ele, a semelhança entre as duas serpentes é nítida. “É impossível não ver uma relação entre elas. As duas têm o mesmo tamanho, mesma condição genética, anomalia e, talvez, a mesma idade”, afirmou. 
Contudo, a possibilidade das duas serem “irmãs” só pode ser comprovado com um teste de DNA. “Para ter a certeza, um exame é o mais viável. O teste é feito como no ser humano, com a massa com célula ou exame de saliva”, ressaltou o especialista.
Em contato com o Butantan, o instituto afirmou que a naja encontrada no Balneário está em um museu do local e que há muita semelhança entre as duas serpentes, mas não há, no entanto, a comprovação. 

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