Com 73 leitos, nova unidade contou com recursos privados e, após pandemia, continuará a atender a população

Ceilândia ganhou, na manhã desta segunda-feira (13), um novo hospital. Construído em apenas 33 dias apenas com recursos da iniciativa privada, a unidade de saúde será destinada, incialmente, ao tratamento de pacientes com Covid-19. Porém, por não ser um hospital de campanha, ficará como legado para a cidade após a pandemia do novo cornovaírus.

A inauguração foi feita pelo governador Ibaneis Rocha e o vice-governador, Paco Britto. Com investimento de quase R$ 11 milhões da empresa JBS S.A., o novo hospital conta com 73 leitos de internação, sendo três deles de isolamento, com suporte de ventilação mecânica. A transferência dos primeiros 30 pacientes já aconteceu na tarde desta segunda-feira, logo após a cerimônia de inauguração. O hospital modular – que conta com 54 módulos hospitalares refrigerados em uma área construída de mais de 1 mil m² – funciona ao lado do Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Inauguração do Hospital Modular de Ceilândia

“Estamos bem satisfeitos em entregar hoje esse hospital. A empresa se sente muito feliz em poder ajudar a população do DF neste momento de pandemia, mas sabendo que a unidade de saúde ficará como um legado, após esse momento”, disse o CEO da JBS, Wesley Filho.

De acordo com a secretário de Saúde, Francisco Araújo Filho, o trabalho da secretaria tem produzido resultados e conseguido “cuidar da população do DF”. “O Hospital de Ceilândia nunca teve tantos leitos como tem hoje e esse reforço vem em um excelente momento para fortalecer, de maneira real, as ações do governo Ibaneis”, enfatizou.

O vice-governador Paco Britto também frisou o trabalho intenso do governo para conseguir atender a população e reforçou que o distanciamento social, as máscaras e a higienização das mãos ainda são as únicas armas na luta contra o coronoavírus. “Este hospital está sendo entregue para salvar vidas, mas é importante que a população faça a sua parte, assim como o governo está fazendo a parte dele”, reforçou. A inauguração foi o primeiro compromisso público de Paco, após ter recebido alta hospitalar, onde esteve internado com Covid-19 por mais de 15 dias.

“Para nós, a entrega desse hospital tem um significado enorme. Temos doado nossas vidas, nossos dias e noites, para cuidar das famílias dos DF”, disse o governador Ibaneis Rocha. Segundo ele, o sistema de saúde da capital teve de ser “transformado” em 120 dias para conseguir atender a demanda com a pandemia. “Nós nos reinventamos. Pegamos um rede hospitalar com dificuldades e colocamos para funcionar, e até o momento, temos dado conta, temos dado respostas”, afirmou o governador.

Ainda de acordo com Ibaneis, o DF contará com um hospital de campanha na Papuda, para atender a demanda dos presos da unidade, um hospital da Polícia Militar, e ainda com outro hospital em Ceilândia, cuja ordem de serviço foi assinada por ele durante a solenidade de entrega da nova unidade na cidade. “Construiremos um novo hospital na QNM 27 que também ficará como um legado ao DF, após a pandemia, e será transformado em uma unidade materno-infantil”, adiantou.

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