Governadores contestam críticas de Jair Bolsonaro e dizem considerar ‘fundamental superar eventuais diferenças através do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades’.

A carta aberta assinada por 20 governadores manifestando apoio ao Presidente da Câmara Deputado Rodrigo Maia e ao Presidente do Senado Davi Alcolumbre, para atender as necessidades dos estados em meio a pandemia de COVID-19, o documento datado do dia 18 de abril sábado foi divulgado somente na noite de ontem domingo 19.

Nas últimas semanas, o Congresso Nacional tem debatido medidas para diminuir os efeitos negativos a economia devido a crise gerada pela pandemia de coronavirus, como a diminuição da arrecadação de impostos pelos estados devido ao fechamento das empresas e comércios para evitar aglomerações.

As medidas que estão sendo tomadas pelos Congresso Nacional não tem agradado o Presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica, que têm feito críticas à proposta. Na semana passada, Bolsonaro acusou o presidente da Câmara de estar conduzindo “o Brasil para o caos”.

Em um dos trechos da carta, os governadores dizem que, “nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos estados, do Distrito Federal e dos municípios brasileiros”.

No documento, eles contestam as declarações do presidente e ressaltam que consideram “fundamental superar nossas eventuais diferenças através do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades”.

Bolsonaro também tem criticado governadores que adotaram medidas de restrição de movimentação de pessoas, entre eles o de São Paulo, João Doria, e o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Os governadores, por sua vez, afirmam que não julgam “haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional”, mas ponderam “que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos”.

De acordo com o documento, a “saúde e a vida do povo brasileiro devem estar muito acima de interesses políticos, em especial nesse momento de crise